Setor de bares e restaurantes sente impacto da paralisação dos entregadores

Escritor por Sindresbar
01/04/2025

A greve dos entregadores de aplicativos realizada nesta segunda-feira (31) afetou diretamente o funcionamento de bares e restaurantes em São Paulo. Muitos estabelecimentos enfrentaram dificuldades com a falta de pedidos, especialmente aqueles que dependem exclusivamente das plataformas de delivery para suas vendas. O movimento, batizado de “Breque Nacional”, gerou queda expressiva na demanda e reacendeu o debate sobre as condições de trabalho dos entregadores.

Wilson Luiz Pinto, presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes de São Paulo (SindResBar), destacou a preocupação do setor com a paralisação. “Os aplicativos de entrega tornaram-se uma ferramenta essencial para muitos restaurantes. Quando os entregadores param, o impacto é imediato e significativo, principalmente para aqueles que não possuem serviço próprio de entrega”, afirmou.

Reivindicações e mobilização

O movimento reuniu cerca de 5 mil entregadores na capital paulista, segundo a Associação dos Motofretistas de Aplicativos do Brasil (AMABR). A mobilização partiu do Estádio do Pacaembu e seguiu até a sede do iFood, em Osasco, onde representantes da categoria apresentaram suas demandas à empresa.

Entre as principais reivindicações dos entregadores estão o estabelecimento de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida, um reajuste no valor pago por quilômetro rodado, a restrição do raio de atuação para bicicletas e o pagamento integral de pedidos agrupados em uma mesma rota. Segundo os organizadores do movimento, a paralisação deve continuar até que haja negociações efetivas.

O papel do setor diante da greve

Diante do impacto da paralisação, Wilson Luiz Pinto ressaltou que é necessário buscar alternativas para minimizar os prejuízos e reduzir a dependência dos restaurantes em relação às plataformas. “Esse cenário nos faz refletir sobre a necessidade de diversificação nos canais de venda e na estruturação de serviços próprios de entrega. O setor precisa estar preparado para lidar com essas situações”, concluiu.

Resposta do iFood

Em nota oficial, o iFood afirmou que está acompanhando as manifestações e tomando medidas para manter a operação funcionando. A empresa ressaltou que aproximadamente 60% das entregas são realizadas diretamente pelos restaurantes e reforçou seu compromisso com o direito à manifestação pacífica.

O episódio destaca a necessidade de um diálogo entre entregadores, plataformas e restaurantes para garantir um modelo sustentável de trabalho, que beneficie todas as partes envolvidas no serviço de delivery.

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