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Debatedores defendem mais investimentos no turismo religioso

Participantes de audiência pública da Comissão de Cultura pediram nesta quinta-feira (4), na Câmara dos Deputados, mais incentivos para o turismo religioso. Eles ressaltaram o potencial dos eventos ligados à fé no desenvolvimento socioeconômico brasileiro.

“O dinheiro gasto pelos visitantes é um relevante combustível para nossa economia, colaborando também com o desenvolvimento de toda a região”, afirmou o deputado Flavinho (PSB-SP), idealizador do debate.

O parlamentar citou como exemplo a festa de Pentecostes, realizada anualmente em Taguatinga (DF), que atrai centenas de milhares de turistas. “A ideia é promover a valorização cultural de projetos dessa espécie, já que mais de 80% dos brasileiros são cristãos”, explicou.

 Polos
O prefeito de Guaratinguetá (SP), Marcos Soliva, também manifestou apoio ao desenvolvimento do turismo religioso.

“Hoje, o que mais gera emprego no País é a prestação de serviços, e o turismo se encaixa nesse perfil”, comentou.

Guaratinguetá é a cidade natal do primeiro santo brasileiro, Frei Galvão, canonizado pelo papa Bento XVI em 2007.

“Apenas no ano passado, recebemos mais de 12 milhões de turistas. Se cada visitante gastar cerca de R$ 20,00 em um lanche, por exemplo, movimentam-se mais de R$ 240 milhões na economia do município”, informou o prefeito.

Por sua vez, o município vizinho de Aparecida é onde está localizada a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, palco de missas em homenagem à santa padroeira do Brasil.

Em razão disso, Guaratinguetá e Aparecida tornaram-se dois dos principais polos religiosos no mundo.

CNBB
O coordenador da pastoral de turismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Manoel de Oliveira Filho, destacou que não são apenas os municípios paulistas que atraem muitos fiéis.

“Belém (PA), Trindade (GO) e Recife (PE), entre outros, também se destacam no turismo religioso.”

De acordo com o padre, mais de 22 milhões de pessoas se deslocam de cidade em cidade para exercer a fé no Brasil. Ele criticou, no entanto, a falta de dados científicos a respeito desse mercado.

“Precisamos de alguma pesquisa com mecanismos que tragam números mais precisos sobre o turismo religioso. Assim poderemos discutir melhor o tema”, observou.

 Cultura
Alfredo Júlio Gimenes, representante do Conselho Nacional do Turismo (CNT), relacionou a cultura do país com o desenvolvimento do turismo.

“São questões que caminham lado a lado. O turismo é uma consequência das ações culturais”, concluiu.

* Fonte: Agência Câmara Notícias
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