Notícias

Estudo compara receptivo turístico do Brasil a países concorrentes

O coordenador-geral de Inteligência Competitiva e Mercadológica da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Alisson Andrade, divulgou, na última quinta-feira (20), o estudo “Competitividade do Brasil no Turismo Global”. O relatório do instituto teve como base os dados de mercado mais recentes gerados pela Euromonitor International – líder mundial em pesquisa de estratégia para mercados consumidores –, pelos EBTs (Escritórios Brasileiros de Turismo) da Embratur e pelo Fórum Econômico Mundial.

O estudo apresenta a Argentina, o México, o Peru e a República Dominicana como alguns dos principais concorrentes do Brasil atualmente. Segundo as estatísticas da Euromonitor, 6,8 milhões de turistas estrangeiros estiveram no país em 2016, e a expectativa do Brasil é alcançar, até 2020, 7,4 milhões de visitantes. O México contou com 34 milhões de turistas em 2016, prevendo receber 40,5 milhões de visitantes até 2020.

A Argentina teve, em 2016, 6,2 milhões de turistas, com previsão de aumentar esse número para 7,2 milhões em 2020. Já a República Dominicana (destino mais visitado do Caribe), recebeu 5,1 milhões de turistas em 2016, com perspectiva de ampliar para 6,3 milhões. E o Peru, que em 2010 recebia 2,3 milhões de visitantes, alcançou 3,5 milhões de turistas em 2016 e tem previsão de chegar a 4,4 milhões em 2020, ou seja, quase o dobro de visitantes que havia em 2010.

Para o presidente substituto da Embratur, Tufi Michreff, esses países concorrentes têm em comum o forte investimento no turismo.

“O ranking de competitividade 2017 do Fórum Econômico Mundial, outra importante fonte do turismo, aponta que a República Dominicana está em 7º lugar entre os países que mais prioriza o turismo, o México na 30ª colocação, a Argentina na 66ª, o Peru como 69º colocado e o Brasil, na lanterna, em 106ª”.

Ações destacadas

Ações em parceria com o trade internacional são práticas essenciais para o país conquistar maior participação de mercado no turismo internacional. Isso inclui iniciativas conjuntas, a exemplo de ações realizadas com operadores e companhias aéreas. A República Dominicana, por exemplo, mantém 29 escritórios de promoção do turismo espalhados pelo mundo e têm planos de marketing cofinanciados com operadores, programas de incentivo de vendas junto aos agentes de viagem, atividades cooperadas com o trade turístico, campanhas on-line, publicidade do destino em meios de transportes e investimento em realidade virtual. Já a Argentina aposta na flexibilização do visto, em ações de incentivo fiscal e cooperadas com o trade turístico, campanhas on-line e investimento em eventos promocionais para público final, além das ações mais recorrentes nos mercados.

O Peru prioriza, como ferramentas promocionais, lançamento de aplicativos – a exemplo do aplicativo de geolocalização, que mostra serviços essenciais próximos ao visitante –, ações cooperadas com o trade turístico, campanhas on-line e investimento em eventos para público final. Já o México também foca na flexibilização de visto, ações cooperadas com o trade turístico e campanhas on-line, além de investir em programas de incentivo às vendas junto aos agentes de viagem, em vitrinagem e totens e planos de marketing cofinanciados com operadores.

* Fonte: Embratur
* Foto: Fernando Maia/Riotur

 

Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo
Fechar